António José Seguro destaca papel das Misericórdias e sublinha contributo essencial dos trabalhadores estrangeiros no setor social
O Presidente da República, António José Seguro, destacou esta terça-feira, em Braga, o contributo dos imigrantes para o funcionamento das Misericórdias portuguesas, sublinhando que, em muitas regiões do país, são estes trabalhadores que asseguram o cuidado diário aos idosos.
A intervenção ocorreu na abertura do 15.º Congresso Nacional das Misericórdias, onde o chefe de Estado chamou a atenção para a crescente dificuldade destas instituições em recrutar mão-de-obra suficiente, sobretudo em contextos de maior pressão demográfica e envelhecimento populacional.
Imigração como resposta à falta de profissionais
Durante o discurso, António José Seguro afirmou que “em muitas localidades, quem trata dos nossos idosos são imigrantes”, sublinhando a importância do trabalho desempenhado por estes profissionais no funcionamento das estruturas sociais.
O Presidente referiu ainda declarações do presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, que apontam para a diversidade de nacionalidades presentes no setor, particularmente no Alentejo, onde várias instituições contam com trabalhadores de diferentes origens.
Segundo o chefe de Estado, estes profissionais “sustentam, muitas vezes em silêncio, aquilo que poderia ser um colapso social sem a sua presença”, destacando o seu contributo para o cuidado, acompanhamento e apoio aos utentes.
Misericórdias como pilar da resposta social
António José Seguro enalteceu o papel histórico das Misericórdias em Portugal, classificando estas instituições como “uma espinha dorsal da solidariedade”, sobretudo em territórios onde a presença do Estado é mais limitada.
O Presidente sublinhou que estas entidades continuam a desempenhar um papel essencial na prestação de serviços sociais, na saúde e no apoio à população idosa, muitas vezes em contextos de grande proximidade com as comunidades locais.
Rede social com forte impacto no país
No seu discurso, o chefe de Estado apresentou ainda dados que ilustram a dimensão da rede das Misericórdias em Portugal, destacando a sua abrangência nacional.
Entre os números referidos encontram-se 388 Misericórdias, cerca de 52 mil trabalhadores e mais de 158 mil pessoas apoiadas diariamente, além de uma vasta rede de equipamentos sociais que inclui hospitais, lares, creches e unidades de cuidados continuados.
António José Seguro sublinhou ainda que estas instituições representam uma parte fundamental do emprego em várias regiões do interior do país, assumindo-se como uma resposta estruturante em áreas onde o Estado nem sempre consegue chegar com a mesma proximidade.
O Presidente concluiu destacando a importância de reconhecer o trabalho de todos os profissionais do setor social, nacionais e estrangeiros, pelo contributo diário para o bem-estar da população mais vulnerável.
































