Condenado a 21 anos e meio de prisão homem acusado de matar jovem junto ao Bar Académico de Braga

Tribunal de Braga deu como provados todos os factos da acusação e condenou arguido por homicídio qualificado e posse de arma proibida

O Tribunal Judicial da Comarca de Braga condenou esta quarta-feira Mateus Marley Machado a uma pena única de 21 anos e seis meses de prisão pelo homicídio de Manuel Gonçalves, conhecido por “Manu”, crime ocorrido na madrugada de 12 de abril de 2025 nas imediações do Bar Académico da Universidade do Minho.

O coletivo de juízes considerou provados todos os factos constantes da acusação do Ministério Público, concluindo que o arguido, de 27 anos, foi responsável pelos crimes de homicídio qualificado e posse de arma proibida.

Tribunal considerou reação “desmedida e inapropriada”

Durante a leitura do acórdão, os magistrados entenderam que o arguido “agiu e reagiu de modo desmedido e inapropriado”, considerando demonstrada a responsabilidade criminal pelos acontecimentos que culminaram na morte do jovem de 19 anos.

O tribunal destacou igualmente as consequências devastadoras do crime para os familiares da vítima, referindo que os pais e a irmã de Manuel Gonçalves continuam a viver num estado de profundo sofrimento desde a perda do jovem.

Ministério Público sustentou autoria do homicídio

Nas alegações finais do julgamento, o Ministério Público defendeu que a prova produzida em audiência permitiu demonstrar que o arguido foi o autor do homicídio ocorrido durante uma altercação registada junto ao estabelecimento de diversão noturna.

A procuradora responsável pelo processo considerou que os elementos recolhidos ao longo da investigação e discutidos em tribunal confirmavam integralmente os factos constantes da acusação, justificando uma condenação compatível com a gravidade dos crimes praticados.

Crime marcou profundamente a comunidade académica

A morte de Manuel Gonçalves, conhecido entre amigos e colegas por “Manu”, gerou forte comoção em Braga, particularmente entre a comunidade estudantil ligada à Universidade do Minho. O caso teve ampla repercussão pública e foi acompanhado com grande atenção ao longo de todo o processo judicial.

Com a decisão agora proferida, o tribunal encerra a fase de julgamento em primeira instância, condenando o arguido a mais de duas décadas de prisão pela prática dos crimes que lhe eram imputados pelo Ministério Público.

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