PJ faz buscas na esquadra da PSP de Barcelos. Agente suspeito de receber “prendas” para evitar multas

PSP Barcelos

Polícia Judiciária investigou esta segunda-feira um agente da PSP suspeito de alegadamente enganar empresários, prometendo resolver processos de contraordenação em troca de ofertas e favores.

A Polícia Judiciária (PJ) de Braga realizou esta segunda-feira buscas na esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Barcelos, no âmbito de uma investigação que visa um agente suspeito de receber contrapartidas de pequenos empresários para alegadamente os livrar de multas.

Segundo informações apuradas, o polícia, com cerca de 50 anos de idade e mais de 25 anos de serviço na PSP, estará sob suspeita de ter criado um esquema através do qual informava empresários sobre alegadas infrações e respetivas coimas, apresentando-se posteriormente como intermediário capaz de resolver os processos.

Suspeito terá usado falsas multas para obter benefícios

De acordo com a investigação, o agente é suspeito de forjar ou manipular informações relacionadas com multas, utilizando-as para convencer as vítimas de que enfrentavam processos contraordenacionais.

Em troca da suposta resolução dessas situações, o polícia recebia alegadamente pequenas ofertas ou “prendas” por parte dos empresários visados.

As autoridades procuram agora determinar a dimensão do esquema, identificar eventuais vítimas adicionais e apurar se existiram benefícios patrimoniais relevantes associados à alegada conduta.

Denúncia partiu de outro agente da PSP

A investigação terá começado após uma das alegadas vítimas comentar o sucedido com outro elemento da PSP de Barcelos.

Perante os factos relatados, esse agente decidiu comunicar a situação às autoridades competentes, desencadeando as diligências que culminaram na operação desta segunda-feira.

Agente constituído arguido

Durante a manhã, inspetores da Polícia Judiciária realizaram buscas na esquadra da PSP de Barcelos, recolhendo documentação e outros elementos de prova relacionados com a atividade profissional do suspeito.

O agente acompanhou as diligências e foi formalmente constituído arguido no processo.

A investigação prossegue sob direção do Ministério Público, estando agora a PJ a analisar o material recolhido para apurar a eventual prática de crimes relacionados com corrupção, burla, falsificação ou abuso de funções, entre outros ilícitos que possam vir a ser identificados no decurso do inquérito.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here