Suspeito de incêndio florestal detido pela PJ em Vila Nova de Famalicão

Homem de 54 anos terá ateado dois focos de incêndio em Landim com recurso a um isqueiro. A rápida intervenção de um morador evitou a propagação das chamas.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve o presumível autor de um incêndio florestal ocorrido no passado domingo na freguesia de Landim, no concelho de Vila Nova de Famalicão. O suspeito, de 54 anos, será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.

Incêndio terá sido provocado com chama direta

Segundo a PJ, a investigação permitiu apurar que o incêndio foi iniciado de forma intencional, através de chama direta, utilizando um isqueiro.

De acordo com as autoridades, o homem terá ateado dois focos de incêndio num caminho de terra batida parcialmente coberto por vegetação espontânea, incidindo sobre plantas trepadeiras que revestiam o muro de contenção de um terreno agrícola.

Intervenção rápida evitou consequências mais graves

O incêndio acabou por não ganhar grandes dimensões graças à rápida atuação de um morador de uma habitação próxima, que conseguiu extinguir as chamas com recurso a uma mangueira de água.

A PJ destaca ainda que o fogo deflagrou durante a manhã, numa altura em que as condições meteorológicas eram menos severas do que as normalmente registadas durante o período da tarde, fator que também contribuiu para evitar uma maior propagação.

Motivações consideradas fúteis

Segundo a investigação, o suspeito terá atuado de forma deliberada e por motivos considerados manifestamente fúteis, apesar de conhecer o caráter ilícito da sua conduta e o elevado risco de provocar um incêndio com potencial para colocar em perigo a floresta, pessoas, habitações e outros bens.

Suspeito será presente a tribunal

O detido, descrito pela Polícia Judiciária como um homem de 54 anos, com residência errática e em situação de indigência, será agora presente à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório e aplicação das respetivas medidas de coação.

As investigações prosseguem sob coordenação da Polícia Judiciária.

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