Operação da PJ desmantela grupo suspeito de introduzir droga na prisão da Guarda

Vinte pessoas foram detidas por suspeita de tráfico de droga, associação criminosa, branqueamento de capitais e posse de arma proibida

A Polícia Judiciária (PJ) deteve **20 pessoas — 17 homens e três mulheres — numa operação destinada a desmantelar um grupo suspeito de introduzir droga no Estabelecimento Prisional da Guarda e posteriormente distribuí-la nas comunidades da Guarda e de Viseu.

A operação, realizada segunda e terça-feira pelo Departamento de Investigação Criminal da Guarda, contou com o apoio dos guardas prisionais e envolveu o cumprimento de 23 mandados de busca domiciliária e não domiciliária, além de 19 mandados de detenção. Um outro homem foi detido em flagrante delito por posse de arma proibida.

Segundo a PJ, estão em causa os crimes de tráfico de estupefacientes agravado, associação criminosa, branqueamento de capitais e posse de arma proibida.

Droga escondida no corpo e em rolo de carne

Entre os detidos estão suspeitos que foram surpreendidos quando tentavam introduzir droga no estabelecimento prisional através de métodos pouco comuns.

Segundo a investigação, pólen de haxixe era transportado no interior do corpo, enquanto cocaína era dissimulada dentro de um rolo de carne. Foram ainda detetadas drogas sintéticas impregnadas em supostas mensagens escritas em papel, apresentadas como sendo de crianças.

A investigação permitiu identificar o grupo completo e concluir que os suspeitos, além de introduzirem droga na prisão, distribuíam os produtos estupefacientes nas comunidades onde residiam, nomeadamente nas cidades da Guarda e de Viseu.

81 mil euros e droga apreendidos

Durante as buscas, as autoridades apreenderam cerca de 81 mil euros em dinheiro, 80 doses individuais de heroína e 120 doses de cocaína.

Foram ainda apreendidos sete papéis impregnados com estupefacientes, duas armas de fogo, 71 munições, quatro balanças de precisão, 31 telemóveis e três viaturas.

Os detidos deverão ser presentes ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Guarda, onde decorre o inquérito.

Investigação começou há mais de um ano

O diretor do Estabelecimento Prisional da Guarda revelou que a investigação teve origem num pedido de colaboração dirigido à Polícia Judiciária em abril do ano passado.

De acordo com o responsável, foram recolhidas evidências de que a droga entrava no estabelecimento prisional “trazida por visitantes”, tendo sido desencadeada uma investigação para identificar os responsáveis e perceber o modo de funcionamento do esquema.

A operação permitiu agora identificar os elementos que, segundo a investigação, integravam o grupo suspeito de introduzir e distribuir os estupefacientes.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here