Acolhimento começa a 9 de setembro e inclui sessões nas escolas, atividades da AAUMinho e acompanhamento específico para estudantes internacionais e das regiões autónomas
A Universidade do Minho (UMinho) está a preparar um programa alargado de acolhimento para os novos estudantes que chegam à academia no arranque do ano letivo. As primeiras iniciativas começam a 9 de setembro e prolongam-se pelas semanas iniciais de aulas, com o objetivo de facilitar a integração académica e pessoal de quem inicia agora um novo percurso universitário.
Na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso, a UMinho disponibilizou 3.065 vagas e recebeu 2.963 novos estudantes, o que corresponde a uma taxa de ocupação superior a 96%. Para a segunda fase ficaram 113 vagas sobrantes.
Antes do acolhimento presencial, os estudantes colocados realizam a matrícula exclusivamente online. O primeiro contacto presencial com a universidade acontece nos dias 9 e 10 de setembro, nas respetivas escolas e institutos.
Cada escola prepara a sua receção
Carlos Videira, pró-reitor para a Participação Universitária e Ligação ao Território, explica que cada unidade orgânica está a definir o seu próprio modelo de acolhimento, tendo em conta o número e o perfil dos estudantes que recebe.
O primeiro contacto deverá incluir uma apresentação geral da escola ou instituto, seguindo-se momentos mais direcionados para os diferentes cursos. A organização será, assim, adaptada às características de cada unidade e dos novos alunos.
Depois das atividades da manhã, os estudantes terão um almoço oferecido pela Universidade do Minho nas cantinas universitárias. A iniciativa deverá contar também com a presença de elementos da equipa reitoral, presidentes das escolas, provedores e administradores.
Para Carlos Videira, o almoço será uma oportunidade de “confraternização e de primeiro contacto com a estrutura organizacional” da universidade.
Durante a tarde, o acolhimento passa para a responsabilidade da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho), através, nomeadamente, da atividade GPS.
Estudantes de mobilidade têm programa próprio
O programa prossegue a 11 de setembro, numa jornada dedicada exclusivamente aos estudantes que chegam à UMinho para realizar períodos de mobilidade.
Durante a manhã, as atividades serão asseguradas pelos serviços de apoio à internacionalização. À tarde, a programação volta a ficar a cargo da AAUMinho.
Este acompanhamento pretende facilitar a integração dos estudantes que chegam do estrangeiro e proporcionar-lhes, desde os primeiros dias, informação sobre a universidade, os seus serviços e a vida académica nos campi de Braga e Guimarães.
Boas-vindas juntam alunos de Braga e Guimarães
A sessão institucional de boas-vindas está marcada para 16 de setembro, às 14h00, no Anfiteatro Natural do campus de Gualtar.
O encontro reunirá estudantes dos campi de Braga e Guimarães, estando previsto transporte entre os dois polos. Ao final do dia, o mesmo espaço receberá um Sunset Cultural, organizado em parceria com a Associação Académica.
Esta sessão constitui um dos principais momentos do programa de acolhimento e permitirá reunir num mesmo espaço estudantes que iniciam agora o seu percurso académico na universidade.
Alojamento, vistos e residência entre as principais preocupações dos internacionais
O acolhimento preparado pela UMinho não se limita aos estudantes colocados através do Concurso Nacional de Acesso. A universidade tem também reforçado o acompanhamento dos estudantes internacionais, começando esse trabalho ainda antes da chegada a Portugal.
Já foram realizadas sessões online de pré-chegada destinadas a estudantes com colocação confirmada e está prevista uma nova iniciativa no final de setembro, especialmente dirigida a estudantes africanos.
Além da apresentação da estrutura e do funcionamento da universidade, estas sessões procuram responder a questões práticas que podem dificultar a instalação dos estudantes em Portugal. Entre as principais preocupações identificadas estão o alojamento, os vistos e as autorizações de residência.
Para responder a estas necessidades, a UMinho tem envolvido representantes da AIMA, dos municípios de Braga e Guimarães e dos centros locais de apoio e integração de migrantes.
Estudantes integradores vão acompanhar os recém-chegados
A universidade reconhece que alguns estudantes internacionais chegam quando o semestre já está em andamento, tornando particularmente importante o acompanhamento entre pares.
Nesse contexto, a Secção de Estudantes Africanos da AAUMinho tem assumido um papel ativo no apoio aos novos alunos, ajudando a ultrapassar dificuldades de adaptação e facilitando o contacto com a comunidade académica.
A UMinho vai também dar continuidade ao projeto “Sou UMinho”, desenvolvido nos últimos dois anos, através da presença de estudantes integradores.
Nos primeiros dias, estes estudantes funcionam como uma espécie de embaixadores da universidade, ajudando os recém-chegados em tarefas práticas como o check-in, a localização de auditórios e cantinas e a orientação para as atividades promovidas pela AAUMinho.
Açorianos e madeirenses têm acompanhamento específico
Os estudantes provenientes dos Açores e da Madeira também terão um acompanhamento próprio. Na UMinho existe atualmente um coletivo de estudantes das regiões autónomas que mantém contacto com a reitoria e ajuda a identificar e acompanhar quem chega dos arquipélagos.
Parte destes estudantes fica alojada nas residências universitárias, onde existe também uma articulação com as comissões de residentes. Estas estruturas podem ajudar a identificar dificuldades de adaptação ou situações suscetíveis de afetar o percurso académico.
Apoio prolonga-se pelas primeiras quatro semanas
O objetivo da UMinho é que o acompanhamento não termine depois das primeiras atividades de acolhimento. A universidade pretende manter um conjunto significativo de estudantes nos campi durante cerca de quatro semanas.
Esses estudantes estarão disponíveis para esclarecer dúvidas relacionadas com a localização de serviços, espaços e equipamentos ou com outras necessidades que possam surgir numa fase em que, para muitos recém-chegados, “tudo é novo”.
Segundo Carlos Videira, a aposta passa por garantir uma integração plena numa fase inicial considerada determinante para o percurso académico. A intenção é evitar que dificuldades aparentemente simples nas primeiras semanas se transformem em obstáculos à adaptação e ao sucesso dos novos estudantes.






























