Homem residente na zona de Braga estava em Lisboa em trabalho quando foi assaltado por quatro homens armados. Perseguição terminou junto ao Aeroporto Humberto Delgado, com um suspeito morto e três assaltantes em fuga
Um homem residente na zona de Braga, que se encontrava em Lisboa por motivos profissionais, foi alvo de um assalto durante a tarde desta terça-feira, num episódio que terminou com a morte de um dos alegados assaltantes.
Segundo o Correio da Manhã, o homem e o passageiro que seguia consigo foram abordados por quatro indivíduos que circulavam em duas motas. Os suspeitos terão utilizado uma arma de fogo para ameaçar as vítimas e conseguiram roubar dois relógios Rolex e um fio de elevado valor, avaliados em cerca de 100 mil euros.
Após o assalto, os suspeitos fugiram pelas ruas da capital. O condutor, natural do Minho, decidiu então seguir os assaltantes, numa perseguição que acabou por chegar à zona do Aeroporto de Lisboa.
Carro embateu numa das motas
A perseguição terminou na Avenida de Berlim, quando o automóvel embateu numa das motas utilizadas pelos suspeitos.
Os dois ocupantes da mota foram projetados na sequência da colisão. Um deles caiu no chão e ficou inanimado, acabando por morrer no local.
De acordo com as informações divulgadas, o suspeito terá sido posteriormente atropelado por outra viatura que circulava naquela zona.
Os restantes três elementos do grupo conseguiram fugir e permanecem, para já, por localizar.
Arma encontrada no local
No local do acidente foi encontrada uma arma de fogo que terá sido utilizada durante o assalto.
A ocorrência está a ser investigada pela Polícia Judiciária, que procura agora localizar os três suspeitos que conseguiram escapar e esclarecer todas as circunstâncias relacionadas com o roubo, a perseguição e a morte do homem.
O caso envolve um dos grupos habitualmente associados ao chamado fenómeno dos “gangues dos Rolex”, especializados em assaltos violentos para roubar relógios de luxo e outros objetos de elevado valor.
O condutor que atropelou o ladrão do Rolex nasceu no Luxemburgo, mas viveu toda a vida em Portugal. É conhecido por Suíço, na zona do Minho, onde reside, e é dono de um avultado património imobiliário. Tem pouco mais de 40 anos e já esteve envolvido em algumas zaragatas. Quem o conhece, diz que não se deixa ficar: talvez por isso tenha perseguido o grupo que o assaltou, acabando por provocar a queda – e depois a morte – de um dos suspeitos.
O homem mora em Braga, mas muito património está em Famalicão. Diz ser gestor de fortunas e estava em Lisboa por motivos profissionais. Não hesitou em perseguir o grupo, nem se intimidou com a arma. Tinham-lhe roubado o relógio e o fio, avaliados em mais de 100 mil euros.


































