Jovem foi intercetado no Porto, interrogado pela Polícia e sujeito a Termo de Identidade e Residência. Em causa está uma alegada instigação pública a um crime, após a divulgação de um vídeo que motivou a reação do primeiro-ministro.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) identificou e constituiu arguido um jovem suspeito de ter incentivado um ataque à residência do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e da sua família. A ocorrência está relacionada com um vídeo alegadamente divulgado no contexto dos protestos pelo direito à habitação, no Porto.
Segundo uma fonte policial citada pela agência Lusa, o jovem foi intercetado este domingo, pelas 16h30, na cidade do Porto, e conduzido à Divisão de Investigação Criminal da PSP, onde foi interrogado e constituído arguido.
O caso está a ser investigado como um possível crime de instigação pública a um crime. Após sair das instalações policiais, cerca das 19h30, o jovem ficou sujeito a Termo de Identidade e Residência (TIR), medida de coação que o obriga a manter os dados de identificação e a morada atualizados junto das autoridades, nos termos legais.
Vídeo motivou alerta do primeiro-ministro
O caso surge na sequência dos acontecimentos relacionados com a acampada pelo direito à habitação na Praça D. João I, no Porto, que foi alvo de uma intervenção policial na madrugada de 15 de outubro.
Após essa operação, Luís Montenegro afirmou aos jornalistas ter visto um vídeo no qual, segundo declarou, «se faz um apelo direto à violência» e «até se ameaça diretamente a casa de habitação do primeiro-ministro e da sua família».
O vídeo foi posteriormente enviado pelo gabinete do primeiro-ministro aos órgãos de comunicação social.
A investigação prossegue agora para apurar as circunstâncias da divulgação do conteúdo e os eventuais factos com relevância criminal.



































