Carlos Cabreiro decidiu não propor a renovação da comissão de serviço de Álvaro Pires, que também manifestou vontade de deixar funções. O caso está relacionado com o destino dado a material apreendido durante a investigação.

O diretor financeiro da Polícia Judiciária (PJ), Álvaro Pires, vai deixar o cargo, depois de o diretor nacional da instituição, Carlos Cabreiro, ter decidido não propor a renovação da sua comissão de serviço. O próprio responsável também terá manifestado vontade de não continuar em funções.

A saída acontece na sequência da polémica em torno da Operação Pacoba, nomeadamente do destino dado a um atrelado apreendido no âmbito da investigação.

Segundo a RTP, Álvaro Pires terá sugerido que o equipamento ficasse à guarda da empresa Construbarcelos, responsável por obras numa propriedade do atual ministro da Administração Interna, Luís Neves, que anteriormente dirigiu a Polícia Judiciária.

Informações sobre custos também sob escrutínio

A polémica envolve ainda informações transmitidas por Álvaro Pires a Carlos Cabreiro sobre os custos da destruição do material apreendido. De acordo com a informação divulgada, esses dados terão sido incorretos e foram posteriormente comunicados à ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice.

Entretanto, a Polícia Judiciária confirmou que a Direção Nacional não propôs à tutela a renovação das comissões de serviço de dois dirigentes: o diretor de Serviços de Gestão Financeira e Patrimonial e o diretor de Serviços de Inovação e Desenvolvimento.

A decisão determina, assim, a saída de Álvaro Pires da direção financeira da PJ, num contexto de polémica relacionada com a gestão de bens apreendidos na Operação Pacoba.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here