Braga conquista a sua primeira estrela Michelin com o restaurante Palatial

Minho reforça presença no Guia Michelin 2025 com novas distinções

O restaurante Palatial, liderado pelo chef Rui Filipe, fez história ao conquistar a primeira estrela Michelin para a cidade de Braga. A distinção, anunciada na Gala Michelin 2025, reconhece uma proposta gastronómica que reinterpreta a tradição culinária portuguesa com criatividade e sofisticação.

Com esta conquista, o Palatial junta-se ao A Cozinha, de António Loureiro, em Guimarães, que manteve a sua estrela, consolidando a presença do Minho no prestigiado Guia Michelin.

Além do Palatial, o guia distinguiu outros espaços gastronómicos na região. Em Braga, os restaurantes O Filho da Mãe, de Whesley Amorim, e Esperança Verde, de Hugo Sousa, receberam a classificação de Restaurantes Recomendados. Já em Guimarães, o Le Babachris, de Christian Rullan, integrou esta mesma lista. O Inato Bistrô, de Tiago Costa e Miguel Rodrigues, renovou a sua distinção Bib Gourmand, tal como o Camelo e a Tasquinha da Linda, em Viana do Castelo, e o Norma, em Guimarães.

A Gala Michelin 2025 também ficou marcada pelo reconhecimento de duas chefs portuguesas. Marlene Vieira, do restaurante Marlene, em Lisboa, tornou-se a primeira mulher em mais de 30 anos a receber uma estrela Michelin. Rita Magro, ao lado do chef Vítor Matos, celebrou a conquista de uma estrela para o Blind, no Porto.

Além do Palatial, Marlene e Blind, receberam a sua primeira estrela Michelin os restaurantes:

  • Arkhe (João Ricardo Alves, Lisboa)
  • Grenache (Philippe Gelfi, Lisboa)
  • Oculto (Hugo Rocha e Vítor Matos, Vila do Conde)
  • Vinha (Jonathan Seiller e Henrique Sá Pessoa, Vila Nova de Gaia)
  • Yoso (Habner Gomes, Lisboa)

O guia deste ano contabiliza agora 38 restaurantes com uma estrela Michelin, distinguindo uma cozinha de alto nível, que vale a pena conhecer.

O panorama Michelin em Portugal

Os oito restaurantes com duas estrelas Michelin mantiveram as suas distinções:

  • Vila Joya (Dieter Koschina, Albufeira)
  • Il Gallo d’Oro (Benoît Sinthon, Funchal)
  • Casa de Chá da Boa Nova (Rui Paula, Leça da Palmeira)
  • Belcanto (José Avillez, Lisboa)
  • Alma (Henrique Sá Pessoa, Lisboa)
  • Ocean (Hans Neuner, Porches)
  • Antiqvvm (Vítor Matos, Porto)
  • The Yeatman (Ricardo Costa, Vila Nova de Gaia)

Portugal continua sem restaurantes com a classificação máxima de três estrelas Michelin, atribuída a estabelecimentos que oferecem uma experiência gastronómica única, que justifica a viagem.

Além das estrelas, cinco novos restaurantes receberam o Bib Gourmand, distinção que premeia uma excelente relação qualidade-preço (até 45 euros):

  • Canalha (João Rodrigues e Lívia Orofino, Lisboa)
  • Contradição (Óscar Geadas, Bragança)
  • Oma (Luis Moreira, Porto)
  • Pigmeu (Miguel Azevedo Peres, Lisboa)
  • Terruja (Diogo Caetano, Alvados)

Portugal soma agora 37 restaurantes Bib Gourmand.

Prémios individuais e sustentabilidade

O prémio Jovem Chef foi entregue a José Diogo Costa (William, Funchal), enquanto o prémio Sala foi atribuído a Nelson Marreiros (Ocean, Porches). Já Marco Pinto (Fifty Seconds, Lisboa) foi reconhecido como o melhor sommelier.

O país também registou um aumento no número de restaurantes com Estrela Verde, que distingue práticas de gastronomia sustentável. O Encanto, de José Avillez, em Lisboa, foi o mais recente adicionado à lista, elevando o total para seis restaurantes.

O Guia Michelin 2025 inclui ainda 35 novos restaurantes recomendados, distribuídos por várias regiões do país:

  • 12 na região do Porto e Norte
  • 10 em Lisboa e Centro
  • 13 no Alentejo, Algarve e Madeira

Com estas distinções, Portugal reforça a sua presença no cenário gastronómico internacional, com cada vez mais chefs e restaurantes a ganharem reconhecimento no exigente universo Michelin.