Vitória SC cai em Guimarães e diz adeus à Taça de Portugal

Ineficiência ofensiva e inspiração de Tunde colocam o AFS nos quartos de final

O Vitória SC foi surpreendido em casa pelo AFS e acabou eliminado da Taça de Portugal, ao perder por 1-0 em jogo dos oitavos de final, marcado pela ineficácia da equipa vimaranense nos momentos decisivos. Um golo de Tunde, aos 41 minutos, bastou à formação de Vila das Aves para garantir o apuramento, numa noite em que os minhotos desperdiçaram uma grande penalidade e acertaram ainda nos ferros.

Entrada forte do Vitória sem tradução no marcador

A equipa da casa assumiu desde cedo uma postura ofensiva, instalando-se no meio-campo adversário durante os primeiros 20 minutos. Oumar Camará, logo aos dois minutos, e Nélson Oliveira, aos 14, estiveram perto do golo, tal como outras tentativas sucessivas à entrada da área, mas a defensiva do AFS conseguiu intercetar todos os remates.

Apesar do domínio territorial, o Vitória revelou dificuldades na definição e acabou por permitir que o adversário ganhasse confiança com o passar dos minutos.

AFS cresce e Tunde faz a diferença

Depois de suster a pressão inicial, a equipa de Vila das Aves começou a libertar-se, sobretudo através das acelerações de Tunde pelo corredor direito, que causaram constantes problemas à defesa vimaranense. Aos 28 minutos, o Vitória foi forçado a mexer no setor recuado, com Thiago Balieiro a render o lesionado Óscar Rivas.

Aos 41 minutos, numa nova arrancada, Tunde aproveitou um erro grave de Lebedenko na tentativa de corte, após um pontapé longo do guarda-redes Simão Bertelli, isolou-se e rematou fora do alcance de Charles, apontando o único golo da partida.

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Penálti falhado mantém desvantagem

No segundo tempo, e já com Diogo Sousa no lugar de Gonçalo Nogueira, o Vitória manteve o pendor ofensivo. Oumar Camará voltou a ficar isolado aos 49 minutos, mas Simão Bertelli respondeu com uma defesa segura.

Aos 57 minutos, surgiu a grande oportunidade para o empate. Após Tiago Galletto travar com o braço esquerdo um remate de Noah Saviolo, o árbitro Gustavo Correia assinalou grande penalidade. Camará, de 18 anos, permitiu nova defesa ao guarda-redes brasileiro e a recarga, inicialmente certeira, acabou anulada por domínio da bola com o braço.

Jogo perde fluidez e ferros negam o empate

Com as substituições de parte a parte, o encontro tornou-se mais atabalhoado, com o Vitória a perder critério na construção e o AFS a explorar o contra-ataque. Os últimos 20 minutos ficaram marcados por várias interrupções para assistência a jogadores da equipa visitante.

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A insistência vimaranense traduziu-se sobretudo em cruzamentos para a área, mas o empate voltou a fugir aos 75 minutos, quando Alioune Ndoye cabeceou ao poste direito, após um cruzamento de Samu.

AFS segue em frente com novo comando técnico

No primeiro jogo após a saída de João Pedro Sousa, o AFS apresentou-se em Guimarães sob o comando interino de Armando Roriz, até então treinador-adjunto, e com um onze totalmente diferente daquele que havia alinhado na goleada sofrida frente ao Sporting (6-0), para a I Liga, no passado sábado.

A equipa de Vila das Aves segue agora para os quartos de final da Taça de Portugal, onde irá defrontar o vencedor do encontro entre Santa Clara e Sporting, agendado para quinta-feira.

Luís Pinto lamenta ineficácia do Vitória SC e Armando Roriz destaca organização do AVS após eliminação na Taça

Luís Pinto, treinador do Vitória SC, assumiu a frustração pela eliminação da Taça de Portugal, após a derrota caseira frente ao AVS (0-1), em jogo dos oitavos de final disputado no Estádio D. Afonso Henriques, sublinhando a falta de eficácia da sua equipa nos momentos decisivos.

Luís Pinto assume desilusão e aponta falta de discernimento

“É futebol. Entrámos bem, entrámos fortes. Tivemos oportunidades para fazer golos e não fizemos. Na segunda parte, tivemos oportunidades para fazer golos e não fizemos. Quando assim é, acontecem estes jogos. Por muito que nos custe, é futebol”, afirmou o técnico vimaranense na conferência de imprensa após o encontro.

Questionado sobre o alegado anti-jogo do AVS, Luís Pinto remeteu responsabilidades para a equipa de arbitragem. “As únicas pessoas que podem fazer alguma coisa são os árbitros. São eles quem gerem o jogo. [O anti-jogo] é uma ‘arma’ como outra qualquer. Não critico o AVS. Critico quem tem de gerir o jogo”, frisou.

O treinador do Vitória reconheceu ainda que a equipa se deixou influenciar pelas interrupções nos minutos finais. “Temos de ser mais capazes de não ser influenciados por esses momentos. Temos de ter maior discernimento, o que não houve nos minutos finais.”

Alterações finais em análise e foco já no campeonato

Luís Pinto admitiu que as mexidas efetuadas perto do fim podem não ter surtido o efeito desejado. “Depois do jogo e de sabermos que perdemos, posso dizer que não foi a melhor opção. Fizemos quatro alterações. Nos minutos finais, perdemos capacidade de ganhar as segundas bolas junto à área”, explicou, apontando já à necessidade de correções para o próximo desafio da I Liga, frente ao Sporting.

Apesar da eliminação, o técnico apelou à união e à reação. “Queremos ter capacidade de reagir, junto daqueles que querem reagir connosco. Temos de olhar para aquilo que fizemos de bom e agarrarmo-nos aos 6.000 adeptos que estiveram aqui presentes. No próximo jogo, serão mais seguramente. Queremos voltar ao caminho dos bons resultados.”

Armando Roriz elogia plano defensivo e transições do AVS

Do lado do AVS, Armando Roriz destacou a eficácia do plano traçado para o encontro. “Definimos um plano de organização defensiva para fechar o espaço interior. Na fase inicial, demorámos a acertar as marcações, mas depois disso nunca deixámos de ser uma equipa perigosa”, referiu.

O técnico interino sublinhou ainda a importância das transições ofensivas e da concentração defensiva. “Fizemos boas transições e tivemos uma organização defensiva coesa, sem descurar a saída rápida. Disse aos jogadores que não podiam perder os olhos da baliza.”

Gestão do plantel e futuro em aberto

Armando Roriz explicou também as opções tomadas na gestão do plantel, numa fase de transição no comando técnico. “O AVS está em duas competições e o campeonato é fundamental. Queríamos dar ‘montra’ a jogadores que não tinham tido espaço”, disse, confessando sentir-se “em casa” no clube.

Com três épocas no AVS, o treinador-adjunto mostrou-se disponível para continuar a ajudar. “Tenho ajudado todos os treinadores que cá estiveram. Não sei quem vai liderar a equipa técnica, mas estou disponível para ajudar o AVS no objetivo coletivo.”

Armando Roriz: “A organização defensiva foi a base do nosso jogo”

Técnico que orientou o AVS em Guimarães destaca plano estratégico após apuramento na Taça de Portugal

Armando Roriz, treinador que orientou o AVS na vitória frente ao Vitória SC (1-0), em Guimarães, destacou a solidez defensiva como o principal fator para o apuramento da equipa avense para os quartos de final da Taça de Portugal. Em declarações na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, o técnico sublinhou a eficácia do plano traçado para o encontro.

Organização defensiva e transições eficazes

“Definimos um plano de organização defensiva para fechar o espaço interior. Na fase inicial, a equipa demorou a acertar as marcações, mas, depois disso, nunca deixámos de ser uma equipa perigosa. Fizemos boas transições e tivemos uma organização defensiva coesa, sem descurar a saída rápida”, explicou Armando Roriz, revelando ainda a exigência transmitida ao grupo. “Disse aos jogadores que não podiam perder os olhos da baliza.”

Onze alterações pensadas na gestão da época

Questionado sobre as várias mudanças no onze inicial, o treinador justificou a opção com a necessidade de gerir o plantel. “Já estava previamente definido. O AVS está em duas competições, o campeonato é fundamental, e usámos esta competição para tirar conclusões e dar minutos a jogadores que, por vários motivos, têm jogado menos”, afirmou.

Experiência positiva no comando técnico

Armando Roriz admitiu ter vivido o encontro com naturalidade, apesar do contexto especial. “Estar ao comando do AVS foi bom. Já aconteceu a espaços no passado. É um clube onde gosto de estar e onde me sinto bem. Senti-me em casa”, confessou.

Disponível para continuar a ajudar o clube

Sobre o futuro e a eventual continuidade na equipa técnica, o treinador deixou a porta aberta. “Estou há três épocas no AVS, tenho trabalhado com os treinadores que por cá passaram. O treinador que vier, o Armando Roriz estará disponível para ajudar e colaborar nos objetivos coletivos do clube, que são o mais importante.”

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

Vitória SC – AVS, 0-1.

Ao intervalo: 0-1.

Marcadores

0-1, Tunde, 41 minutos.

Equipas

– Vitória SC: Charles, Miguel Maga (Alioune Ndoye, 70), Óscar Rivas (Thiago Balieiro, 28), Rodrigo Abascal, Lebedenko (Telmo Arcanjo, 59), Mitrovic, Gonçalo Nogueira, Samu, Oumar Camara, Noah Saviolo e Nélson Oliveira.

(Suplentes: Lucas Furtado, Tony Strata, Thiago Balieiro, Rica Rocha, Diogo Sousa, Vando Félix, Telmo Arcanjo, Fabio Blanco e Alioune Ndoye).

Treinador: Luís Pinto.

– AVS: Simão Bertelli, Diogo Spencer (Carlos Ponck, 64), Aderllan Santos, Paulo Vítor, Leonardo Rivas, Tiago Galletto (Rafael Barbosa, 64), Jaume Grau, Gustavo Mendonça (Ángel Algobia, 58), Tunde, Jordi Escobar (Guilherme Neiva, 58) e Diego Duarte.

(Suplentes: João Gonçalves, Ponck, Kiki Afonso, Ángel Algobia, António Machado, Guilherme Neiva, Bruno Lourenço, Rafael Barbosa e Nenê).

Treinador: Armando Roriz.

Árbitro: Gustavo Correia (AF Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Diogo Spencer (19), Simão Bertelli (49), Tiago Galletto (62), Tunde (90), Thiago Balieiro (90+8) e Leonardo Rivas (90+9).

Assistência: 6.456 espetadores.