Pagamentos do PRR ultrapassam os 11,9 mil milhões de euros e aproximam-se dos 12 mil milhões

PRR

Empresas lideram execução financeira enquanto candidaturas aprovadas continuam a crescer e execução atinge 61%

Os pagamentos aos beneficiários do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) ascenderam a 11.917 milhões de euros até 1 de abril, aproximando-se da fasquia dos 12 mil milhões, segundo o mais recente relatório de monitorização. Este valor representa um aumento de 95 milhões de euros face à semana anterior e corresponde a 54% do montante contratado e aprovado.

As empresas continuam a liderar no volume de verbas recebidas, com 4.233 milhões de euros, seguidas pelas entidades públicas, com 2.487 milhões, e pelas autarquias e áreas metropolitanas, que acumulam 1.821 milhões de euros.

Na lista de beneficiários seguem-se as empresas públicas, com 1.291 milhões de euros, as escolas, com 617 milhões, e as instituições do ensino superior, com 457 milhões. As instituições da economia social e solidária receberam 385 milhões, enquanto o sistema científico e tecnológico soma 320 milhões. As famílias surgem no final da lista, com 306 milhões de euros.

No que diz respeito à execução global do plano, esta situa-se atualmente nos 61%.

As aprovações de projetos atingiram os 24.583 milhões de euros, superando os 24.151 milhões anteriormente reportados. Também aqui as empresas lideram, com 8.015 milhões de euros aprovados, seguidas das entidades públicas, com 4.948 milhões, e das autarquias e áreas metropolitanas, com 4.753 milhões.

Completam o grupo dos principais beneficiários as empresas públicas, com 2.813 milhões de euros, e as instituições do ensino superior, com 997 milhões. Seguem-se as escolas, com 987 milhões, as instituições da economia social e solidária, com 853 milhões, e o sistema científico e tecnológico, com 751 milhões. As famílias mantêm-se como o grupo com menor volume aprovado, com 467 milhões de euros.

Até ao início de abril, o PRR registou 505.708 candidaturas, das quais 470.287 já foram analisadas. O número de candidaturas aprovadas fixou-se em 374.341, representando um aumento de 2.523 face aos dados anteriores.

O presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, Fernando Alfaiate, assegurou que o plano deverá ser executado na totalidade, sem perda de verbas, embora tenha identificado áreas críticas, nomeadamente a habitação.

O responsável admitiu ainda que, idealmente, esta será a última revisão do PRR, embora não exclua a necessidade de ajustes futuros face a eventuais impactos externos, como conflitos internacionais.

Recentemente, Portugal apresentou em Bruxelas uma revisão do plano, que prevê a realocação de 516 milhões de euros. Entre os projetos excluídos estão o metro de superfície de Braga e o Balcão Único para o licenciamento de energias renováveis, cuja execução não será possível dentro do prazo definido.

Foram também introduzidos ajustamentos em investimentos nas áreas da educação, habitação e saúde, na sequência das tempestades que afetaram o país nos primeiros meses do ano.

O PRR tem como objetivo implementar reformas e investimentos estruturais para impulsionar a recuperação económica, mitigar os efeitos da pandemia de covid-19 e promover o crescimento sustentável e a criação de emprego em Portugal.

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