Primeiro-ministro inaugurou o Minho Park e defendeu que Monção está “no epicentro do Norte de Portugal e da Galiza”, destacando competitividade, inovação e capacidade de atrair investimento
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, elogiou este domingo o potencial económico e a qualidade de vida de Monção, considerando o concelho um exemplo de desenvolvimento estratégico para o país. Durante a inauguração do Minho Park, nova zona empresarial instalada junto à fronteira com a Galiza, o chefe do Governo destacou a competitividade da região e apelou aos jovens para permanecerem em Portugal.
“Aqui vive-se melhor”, afirmou Luís Montenegro, defendendo que o país deve aproveitar o talento e o potencial das novas gerações “cá dentro, em Portugal, em vez de o esbanjar noutras paragens”.
Minho Park apresentado como nova âncora económica do Alto Minho
Com uma área de cerca de 56 hectares, o Minho Park foi apontado pelo primeiro-ministro como “um bom exemplo” daquilo que o Governo pretende para o país: capacidade de investimento, inovação, conectividade e desenvolvimento económico sustentado.
Segundo Luís Montenegro, o novo espaço empresarial terá impacto direto em diversas áreas, desde a indústria e serviços ao comércio e turismo, funcionando como uma verdadeira “âncora de desenvolvimento” para toda a região.
O governante sublinhou ainda que o projeto poderá gerar novas oportunidades de emprego, reforçar os serviços públicos e aumentar a atratividade económica do Alto Minho.
“Monção não é interior”, diz Montenegro
Num dos momentos mais marcantes da intervenção, o primeiro-ministro contestou a ideia de que Monção seja um território do interior, defendendo que o concelho ocupa uma posição estratégica no contexto ibérico.
“Fico perturbado quando dizem que Monção é interior”, afirmou.
Para Luís Montenegro, o concelho está “no epicentro do Norte de Portugal e da Galiza”, numa zona atlântica onde vivem mais de três milhões e meio de pessoas e que dispõe de importantes infraestruturas logísticas, tecnológicas e académicas.
O chefe do Executivo destacou ainda a proximidade a portos, aeroportos, vias rodoviárias e ferroviárias, bem como a presença de universidades e centros tecnológicos na região.
Governo reconhece problemas nos acessos rodoviários
Durante a cerimónia, o primeiro-ministro reconheceu também as limitações ao nível dos acessos rodoviários ao concelho, respondendo a um apelo deixado pelo presidente da Câmara de Monção.
Luís Montenegro admitiu que “falta a parte rodoviária” e prometeu atenção governamental à melhoria das ligações, apontando Monção e Melgaço como prioridades futuras neste eixo territorial.
O governante reforçou ainda a importância da futura linha ferroviária de alta velocidade e da valorização do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, como peças fundamentais para aumentar a competitividade do Norte do país.
Apelo aos jovens para permanecerem em Portugal
Ao longo da intervenção, o primeiro-ministro insistiu na necessidade de criar condições para fixar população e talento em território nacional, defendendo que regiões como Monção oferecem hoje oportunidades de carreira, inovação e qualidade de vida comparáveis a muitos centros urbanos europeus.
“Aproveitemos estes fatores de produtividade, a localização, as condições naturais, o capital humano e a nossa capacidade de inovação”, afirmou.
Para Luís Montenegro, projetos como o Minho Park demonstram que o desenvolvimento económico pode acontecer fora dos grandes centros urbanos tradicionais, criando novas centralidades e reforçando a coesão territorial do país.































