Reformados protestam em Braga e exigem aumento urgente das pensões

Tribuna pública junto à Segurança Social reuniu dezenas de pensionistas que reclamam reformas mais justas, reforço do SNS e melhores apoios sociais

Dezenas de reformados e pensionistas concentraram-se esta quinta-feira junto ao Centro Regional da Segurança Social de Braga para denunciar a perda de poder de compra provocada pelo aumento do custo de vida e exigir medidas que garantam melhores condições de vida para a população sénior.

A iniciativa, promovida pelo MURPI – Movimento Unitário de Reformados, Pensionistas e Idosos, com o apoio da Inter-Reformados de Braga da CGTP-IN, integrou o denominado “Dia da Indignação e Protesto”, dando voz às preocupações de quem afirma enfrentar crescentes dificuldades para suportar as despesas do quotidiano.

Pensionistas reclamam subida intermédia das reformas

Entre as principais reivindicações apresentadas esteve a exigência de uma atualização extraordinária das pensões em pelo menos 5%, com um aumento mínimo de 50 euros para os beneficiários que recebem reformas mais baixas.

Os participantes consideram que a atualização anual de 2,8% aplicada pelo Governo PSD/CDS não acompanha o aumento real do custo de vida, sublinhando que a inflação atual já ultrapassa os 3,4%.

Segundo os manifestantes, a diferença entre a subida das pensões e o aumento dos preços dos bens essenciais está a provocar uma perda contínua do poder de compra, afetando particularmente os reformados com rendimentos mais reduzidos.

Custos da habitação, alimentação e energia preocupam idosos

Durante a tribuna pública, vários participantes relataram as dificuldades económicas que enfrentam diariamente.

Entre as principais preocupações apontadas estiveram os aumentos nos preços dos alimentos, medicamentos, água, eletricidade e habitação, despesas consideradas cada vez mais difíceis de suportar com as reformas atualmente atribuídas.

Os reformados alertaram ainda para situações de vulnerabilidade social que afetam muitos idosos, sobretudo aqueles que vivem sozinhos ou dependem exclusivamente da pensão para fazer face a todas as despesas mensais.

Reforço do SNS e mais respostas sociais entre as exigências

Além da valorização das pensões, os participantes defenderam um reforço significativo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com mais investimento em recursos humanos e equipamentos.

Foram também denunciados os atrasos nas consultas de especialidade e nas cirurgias, considerados um dos principais problemas enfrentados pela população mais envelhecida.

Entre as propostas apresentadas destacam-se ainda:

  • Criação de uma Rede Pública de Lares;
  • Expansão da Rede Nacional de Cuidados Continuados;
  • Reforço dos serviços de Apoio Domiciliário;
  • Aumento da oferta de Centros de Dia;
  • Gratuitidade dos medicamentos para idosos;
  • Implementação de passes gratuitos nos transportes públicos em todo o país;
  • Desenvolvimento de uma Rede Pública de Equipamentos Sociais de apoio à população sénior.

Moção aprovada e entregue à Segurança Social

No final da concentração, os participantes aprovaram por unanimidade uma moção que sintetiza as principais reivindicações apresentadas durante a iniciativa.

O documento foi posteriormente entregue nos serviços da Segurança Social de Braga, com o objetivo de sensibilizar as entidades competentes para a necessidade de respostas mais eficazes aos desafios enfrentados pelos reformados e pensionistas portugueses.

Os promotores da ação defendem que quem contribuiu durante décadas para o desenvolvimento económico e social do país merece condições de vida dignas e maior proteção social, apelando à adoção de medidas concretas que permitam combater a perda de rendimento e melhorar a qualidade de vida da população idosa.

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