Desemprego atinge valor mais baixo dos últimos três anos e fica abaixo dos níveis da pandemia

Número de desempregados voltou a diminuir em abril, registando o valor mais baixo dos últimos 38 meses. Jovens e trabalhadores com mais de 55 anos continuam entre os grupos mais afetados.

O número de desempregados inscritos continua a apresentar uma trajetória descendente e já se encontra abaixo dos valores registados durante os primeiros meses de 2021, período ainda fortemente marcado pelos efeitos da pandemia de Covid-19.

De acordo com os dados mais recentes referentes ao mês de abril, estavam registados 5.712 desempregados, menos 107 pessoas do que em março, consolidando a tendência de recuperação do mercado de trabalho observada nos últimos anos.

Trata-se do número mais baixo registado nos últimos 38 meses, refletindo a capacidade da atividade económica para continuar a gerar emprego e absorver trabalhadores de diferentes faixas etárias e níveis de qualificação.

Mulheres continuam a representar a maioria dos desempregados

Dos 5.712 cidadãos sem emprego registados em abril, 3.283 são mulheres e 2.429 são homens.

Os dados mostram que o desemprego continua a afetar mais significativamente a população feminina, mantendo uma tendência observada em períodos anteriores.

Trabalhadores mais velhos são os mais afetados

Apesar da melhoria global dos indicadores, o desemprego continua a incidir sobretudo sobre as faixas etárias mais elevadas.

Os números revelam que 2.426 desempregados têm mais de 55 anos, constituindo o grupo mais representativo entre os inscritos nos centros de emprego.

Segue-se o escalão dos 35 aos 54 anos, que contabiliza 2.049 pessoas sem trabalho.

Em conjunto, estes dois grupos representam a larga maioria dos desempregados atualmente registados.

Jovens apresentam números mais reduzidos

Entre os mais jovens, os indicadores são mais favoráveis.

Os desempregados com menos de 25 anos e aqueles com idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos totalizam 1.237 pessoas, um valor inferior ao registado em qualquer dos grupos etários acima dos 35 anos.

Ainda assim, os números demonstram que a integração profissional dos jovens continua a ser um desafio importante para o mercado laboral.

Ensino secundário continua a concentrar maior número de desempregados

Ao nível das habilitações literárias, destaca-se o grupo dos desempregados com ensino secundário, que representa 1.576 pessoas.

Entre os desempregados encontram-se também 755 jovens com formação superior, evidenciando que a qualificação académica, embora aumente as oportunidades de emprego, não elimina totalmente o risco de desemprego.

Por outro lado, persistem 289 desempregados com escolaridade inferior ao 1.º ciclo, refletindo as dificuldades acrescidas de inserção profissional entre cidadãos com níveis de escolaridade mais reduzidos.

Economia mantém capacidade de criação de emprego

A redução contínua do número de desempregados é vista como um sinal positivo da resiliência económica e da capacidade de absorção do mercado de trabalho, mesmo num contexto internacional marcado por incertezas económicas e geopolíticas.

Embora alguns setores continuem a enfrentar dificuldades de recrutamento e outros desafios estruturais, os dados de abril confirmam uma evolução favorável do emprego, colocando os níveis de desemprego abaixo dos registados durante a fase mais crítica da crise pandémica.

Os indicadores apontam assim para uma recuperação sustentada do mercado laboral, embora persistam desafios relacionados com a integração dos trabalhadores mais velhos, dos jovens qualificados e das pessoas com menores níveis de escolaridade.

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