Plano Municipal de Segurança Rodoviária deverá ficar concluído em julho e poderá incluir novas medidas para combater o excesso de velocidade e reduzir acidentes.
Município prepara estratégia para reduzir acidentes
A Câmara Municipal de Braga admite avançar com a instalação de radares de velocidade em vários pontos do concelho, no âmbito do Plano Municipal de Segurança Rodoviária, que deverá estar concluído no início de julho.
O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, João Rodrigues, no final da reunião quinzenal do executivo, onde garantiu que todas as soluções capazes de contribuir para a redução da sinistralidade serão analisadas.
O autarca considera que, em determinadas zonas da cidade, a colocação de radares poderá revelar-se uma medida eficaz para aumentar a segurança dos automobilistas e peões.
Radares poderão integrar conjunto de medidas
João Rodrigues sublinhou que o objetivo da eventual instalação destes equipamentos não passa pela obtenção de receitas para o município, mas sim pela prevenção de comportamentos de risco nas estradas.
“Há determinadas zonas onde manifestamente os radares resolveriam muitas coisas”, afirmou.
Ainda assim, o presidente da Câmara esclareceu que a decisão final dependerá das conclusões do Plano Municipal de Segurança Rodoviária, documento que está a ser elaborado para identificar os principais problemas da rede viária do concelho e definir soluções concretas.
“O plano pode até concluir que não é necessário instalar qualquer radar”, admitiu.
Sinistralidade gera preocupação crescente
O tema da segurança rodoviária dominou parte da reunião do executivo municipal, com vários eleitos a manifestarem preocupação perante o número de acidentes e atropelamentos registados no concelho.
O vereador da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, classificou a situação como preocupante, referindo que continuam a ocorrer acidentes com frequência elevada nas estradas bracarenses.
Segundo o autarca, a demora na conclusão do plano representa uma oportunidade perdida para identificar pontos críticos e implementar medidas preventivas capazes de evitar acidentes e proteger vidas.
Plano deverá servir de base para ações concretas
Em resposta às críticas, João Rodrigues garantiu que o documento não será apenas um instrumento de diagnóstico, mas sim uma ferramenta de trabalho destinada a orientar intervenções concretas no terreno.
O presidente da Câmara defendeu que o plano está a ser elaborado com base em critérios técnicos rigorosos e informação detalhada sobre a realidade rodoviária do concelho.
“Não é um documento para ficar na gaveta. É um documento para ser colocado em prática”, assegurou.
Oposição pede mais rapidez na implementação
Também Ricardo Silva, vereador do movimento Amar e Servir Braga, considerou que o plano chega com atraso face à gravidade dos problemas já identificados.
Na sua intervenção, defendeu que muitas das soluções necessárias são amplamente conhecidas e têm vindo a ser discutidas há vários anos, pelo que considera urgente avançar para medidas concretas.
Entre as propostas apontadas estão a instalação de radares, a criação de passadeiras elevadas, alterações ao desenho das vias e outras intervenções urbanísticas destinadas a reduzir velocidades excessivas e aumentar a proteção dos peões.
Câmara garante que já está a atuar
Apesar de o plano ainda não estar concluído, João Rodrigues garantiu que a autarquia já tem vindo a implementar diversas medidas para melhorar a segurança rodoviária no concelho.
O autarca reconhece que existem problemas por resolver, mas assegura que o município está a trabalhar em várias frentes para tornar as estradas de Braga mais seguras para condutores, ciclistas e peões.
Com a conclusão do Plano Municipal de Segurança Rodoviária prevista para as próximas semanas, o município deverá passar a dispor de uma estratégia integrada para enfrentar um dos temas que mais preocupa a população e os responsáveis políticos locais.
































