A Aclamação das Flores e a visita do Presidente da República coroaram o último dia da mais antiga romaria do país, que voltou a encher as ruas de cor e devoção.
As Festas de São João de Braga de 2026 chegaram oficialmente ao fim, despedindo-se com uma jornada final que espelhou a grandiosidade e a forte adesão popular que caracterizam esta celebração. Considerada uma das romarias mais emblemáticas e antigas de Portugal, a despedida combinou na perfeição a riqueza do património etnográfico com a profunda devoção religiosa dos minhotos.
As celebrações do último dia arrancaram com o emblemático Cortejo Sanjoanino. As principais artérias do centro histórico transformaram-se num autêntico museu vivo, onde figuras históricas locais e quadros bíblicos desfilaram perante uma moldura humana impressionante, devolvendo à cidade as suas raízes culturais mais profundas.
Tradição secular e o compasso das bandas filarmónicas
A vertente sagrada da festa assumiu particular relevo com a realização das solenes celebrações eucarísticas em honra de São João Baptista, que congregaram centenas de devotos e fiéis em momentos de recolhimento na Sé de Braga.
Paralelamente, o ambiente festivo e o característico reboliço popular foram alimentados pela atuação contínua de várias bandas filarmónicas. Os palcos improvisados e os coretos da cidade vibraram ao som de marchas e repertórios tradicionais, garantindo uma banda sonora tipicamente minhota ao longo de todo o dia.
Marcelo Rebelo de Sousa juntou-se à multidão
A edição deste ano contou ainda com uma forte componente institucional e mediática, destacando-se a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. O chefe de Estado fez questão de se misturar com os milhares de foliões e visitantes, acompanhando de perto alguns dos momentos mais marcantes e solenes do programa festivo.
O fecho das festividades sanjoaninas saldou-se, assim, num balanço amplamente positivo, marcado pela exaltação da identidade coletiva e pela alegria contagiante que, ano após ano, continuam a elevar o São João de Braga ao estatuto de topo das festas populares portuguesas.






























