Alto Minho perde ligações diretas ao Hospital de São João e IPO do Porto a partir de sexta-feira

Auto Viação do Minho

AV Minho cancela serviços expresso entre Melgaço, Ponte de Lima e Porto por falta de rentabilidade. Empresa diz que tentou obter apoio público, mas não houve financiamento.

Os utentes do Alto Minho vão deixar de dispor, a partir desta sexta-feira, de duas ligações expresso diretas ao Hospital de São João e ao Instituto Português de Oncologia (IPO), no Porto, na sequência da decisão da Auto Viação do Minho (AV Minho) de cancelar os serviços por razões económicas.

A informação foi divulgada pela transportadora através de um aviso publicado no seu sítio oficial, onde é comunicado o fim das carreiras expresso entre Melgaço, Viana do Castelo e Porto, bem como entre Ponte de Lima, Viana do Castelo e Porto.

Ligações terminam a 3 de julho

Segundo o comunicado da empresa, os serviços deixarão de funcionar a partir de 3 de julho, colocando um ponto final em duas ligações utilizadas por passageiros que se deslocavam regularmente à cidade do Porto, nomeadamente para consultas e tratamentos hospitalares.

Entre os principais destinos servidos por estas carreiras encontravam-se o Hospital de São João e o Instituto Português de Oncologia (IPO), duas unidades de referência para muitos utentes do Alto Minho.

Empresa aponta falta de rentabilidade

Em declarações à agência Lusa, o responsável da AV Minho, Luís Costa, justificou a decisão com a falta de viabilidade económica do serviço.

Segundo explicou, a procura registada nas duas ligações deixou de ser suficiente para garantir a sustentabilidade da operação, tornando impossível manter as carreiras em funcionamento sem apoio financeiro.

Tentativa de obter financiamento não teve sucesso

Antes de avançar para o cancelamento, a empresa procurou obter financiamento junto das Comunidades Intermunicipais (CIM) do Alto Minho e do Cávado, entidades responsáveis pela organização do transporte público na região.

Contudo, de acordo com Luís Costa, ambas as comunidades intermunicipais entenderam que não existiam condições para subsidiar a manutenção do serviço.

O responsável acrescentou que optou por contactar diretamente as CIM por considerar que são estas as autoridades competentes nesta matéria, entendendo que não faria sentido abordar individualmente cada um dos municípios abrangidos pelas ligações.

Segundo afirmou, as comunidades intermunicipais terão posteriormente articulado o assunto entre os vários presidentes de câmara, concluindo que não existiam condições para avançar com qualquer solução de financiamento.

Reação da CIM do Alto Minho ainda é aguardada

A agência Lusa tentou obter um esclarecimento junto do presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, António Barbosa, relativamente à decisão e à possibilidade de encontrar alternativas para os utentes afetados.

Até ao momento, não foi divulgada qualquer reação oficial por parte da CIM do Alto Minho sobre o cancelamento destas ligações, que deixam de assegurar um acesso direto a duas das principais unidades hospitalares da Área Metropolitana do Porto.

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