A BragaHabit executou o despejo de um morador de uma habitação social na Rua do Fujacal, em Braga, devido a incumprimento das regras de utilização e ocupação do imóvel. Segundo a empresa municipal, o ocupante não era o titular do contrato de arrendamento, que permanecia em nome da mãe, atualmente ausente por doença prolongada.
De acordo com a BragaHabit, o homem protagonizava comportamentos que geravam insegurança entre os restantes moradores, sendo acusado de consumir droga nas escadas do prédio, adotar atitudes agressivas, não pagar renda nem condomínio e permitir a permanência de outros toxicodependentes na habitação.
A operação decorreu sem resistência por parte do ocupante. O administrador da empresa municipal, Pedro Nascimento, adiantou ainda que estão previstos mais três despejos de situações semelhantes, sempre que existam fundamentos legais para tal.
Na sequência da intervenção, o presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, sublinhou que a habitação municipal “não é terra sem lei”, defendendo que o apoio social deve ser compatível com o cumprimento de deveres e o respeito pelos restantes residentes.
“Quem respeita a comunidade terá sempre o Município ao seu lado. Quem insiste em desrespeitá-la terá sempre o Município pela frente”, afirmou o autarca, garantindo uma atuação “com humanidade, mas também com firmeza, sem hesitações e sem impunidade”.
O despejo surge numa altura em que o Município anunciou também a realização de uma auditoria externa à BragaHabit, destinada a avaliar o funcionamento da empresa municipal e reforçar os mecanismos de controlo e transparência.






























