Construtoras de Braga e Famalicão disputam contrato de 1,6 mil milhões para a alta velocidade

Casais, Gabriel Couto, DST e Alberto Couto Alves integram os dois consórcios que concorrem à construção do troço Oiã–Coimbra da futura linha ferroviária de alta velocidade

A Infraestruturas de Portugal (IP) recebeu duas propostas no concurso público internacional para a construção do troço entre Oiã e Coimbra da futura linha ferroviária de alta velocidade Porto–Lisboa, uma empreitada com um preço-base de 1,6 mil milhões de euros. Entre os concorrentes encontram-se várias construtoras do Minho, com sede em Braga e Vila Nova de Famalicão.

O ato público de abertura das propostas decorreu esta terça-feira, marcando o arranque da fase de análise técnica e financeira das candidaturas apresentadas.

Empresas do Minho presentes nos dois consórcios

Uma das propostas foi apresentada pelo consórcio LusoLav, composto pela Mota-Engil, Teixeira Duarte, Alves Ribeiro, Conduril e pelas empresas minhotas Casais, de Braga, e Gabriel Couto, de Vila Nova de Famalicão.

Este mesmo consórcio tinha sido o único concorrente no primeiro concurso para este troço, lançado em 2024, mas a proposta acabou rejeitada pelo júri da Infraestruturas de Portugal.

A segunda candidatura pertence a um consórcio liderado pela construtora espanhola Sacyr, que integra igualmente duas empresas da região: a DST, de Braga, e a Alberto Couto Alves (ACA), de Vila Nova de Famalicão.

Concurso foi relançado após primeira tentativa falhada

O atual procedimento resulta do relançamento do concurso efetuado em dezembro de 2025, depois de o primeiro ter sido anulado.

Na primeira tentativa, a proposta apresentada pelo consórcio LusoLav foi excluída por prever a deslocação da futura estação de alta velocidade de Coimbra-B para Taveiro, solução que contrariava o projeto definido pela Infraestruturas de Portugal.

O novo concurso introduziu diversos ajustamentos técnicos ao projeto, incluindo uma redução de cerca de 11 quilómetros na extensão do troço, que deixa de se prolongar até Soure, mantendo, contudo, o preço-base de 1,6 mil milhões de euros.

Segue-se a avaliação das propostas

Com a receção das duas candidaturas, inicia-se agora a fase de análise e avaliação por parte do júri da Infraestruturas de Portugal, que irá verificar a conformidade técnica e financeira das propostas antes da adjudicação da empreitada.

A construção do troço Oiã–Coimbra constitui uma das fases mais relevantes do projeto da linha de alta velocidade entre Porto e Lisboa, considerada estratégica para reduzir significativamente os tempos de viagem e reforçar a capacidade da rede ferroviária nacional.

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