Semirreboque que tinha desaparecido das instalações da Polícia Judiciária em 2025 foi localizado numa empresa de construção de Barcelos. PJ abriu um inquérito para apurar como o veículo saiu das suas instalações.
Um atrelado apreendido pela Polícia Judiciária (PJ) no âmbito de uma operação de combate ao tráfico de droga, que desapareceu das instalações da instituição em 2025, foi localizado esta semana nas instalações de uma empresa de construção civil em Barcelos, originando um novo episódio da polémica que envolve o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
A informação foi avançada pelo SOL, TVI e CNN Portugal e está agora a ser investigada pela própria Polícia Judiciária.
Atrelado desapareceu das instalações da PJ
De acordo com a investigação jornalística, o semirreboque encontrava-se apreendido desde 2024 nas instalações da Polícia Judiciária, no Seixal, distrito de Setúbal.
Contudo, em 2025, o veículo terá desaparecido sem explicação das instalações policiais.
Esta semana, a PJ localizou novamente o atrelado, desta vez a cerca de 350 quilómetros de distância, nas instalações da empresa Construbarcelos, no concelho de Barcelos, tendo procedido à sua apreensão.
Veículo estava acoplado a camião de empresa de Barcelos
Segundo as mesmas informações, o atrelado encontrava-se acoplado a um camião pertencente à Construbarcelos, empresa liderada pelo empresário João Carvalho.
A empresa tem sido referida por manter relações comerciais com a Polícia Judiciária, tendo celebrado, segundo a investigação, 17 contratos com a instituição, num valor global de aproximadamente 2,3 milhões de euros.
A mesma empresa está igualmente a realizar obras em propriedades pertencentes ao atual ministro da Administração Interna, Luís Neves, no Alentejo.
PJ abre inquérito interno
Fonte ligada à Direção Nacional da Polícia Judiciária confirmou a recuperação do atrelado e a abertura de um inquérito interno destinado a esclarecer como um bem apreendido pela PJ saiu das suas instalações e acabou nas instalações da empresa de Barcelos.
A investigação pretende apurar todas as circunstâncias relacionadas com o desaparecimento e posterior localização do veículo.
Caso remonta ao período em que Luís Neves dirigia a PJ
Os factos em investigação remontam ao período em que Luís Neves exercia funções como diretor nacional da Polícia Judiciária, antes de assumir o cargo de ministro da Administração Interna.
Até ao momento, não foi divulgada qualquer conclusão da investigação nem existem acusações relacionadas com este caso.
O inquérito agora aberto deverá determinar as responsabilidades pelo desaparecimento do atrelado e esclarecer de que forma o veículo foi parar às instalações da empresa de construção sediada em Barcelos.



































