Livre quer excluir Marrocos da organização do Mundial 2030 por alegada falta de garantias de segurança

Partido LIVRE

Partido defende que Portugal deve abandonar a organização conjunta com Marrocos na sequência da crise migratória em Ceuta e pede uma reavaliação da candidatura do Mundial de 2030.

O Livre defendeu esta quarta-feira que Portugal deve rejeitar a organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030 com Marrocos, alegando que o país não oferece as garantias políticas, humanitárias e de segurança necessárias para acolher um evento desta dimensão. A posição surge na sequência da recente crise migratória em Ceuta, que voltou a colocar pressão sobre a fronteira entre Marrocos e Espanha.

Partido fala em “decisão corajosa”

O co-porta-voz do Livre, Jorge Pinto, considera que os acontecimentos recentes demonstram que Marrocos não reúne condições para ser parceiro de Portugal e Espanha na organização do Campeonato do Mundo de 2030.

O dirigente apelou ao Governo português para tomar uma “decisão corajosa”, defendendo que Portugal não deve associar-se à realização do torneio em conjunto com Marrocos.

Crise em Ceuta está na origem da posição

A tomada de posição do Livre surge após a recente vaga de tentativas de entrada irregular em Ceuta, enclave espanhol no Norte de África, e perante receios de novas travessias em massa, incentivadas através das redes sociais.

O partido acusa Marrocos de utilizar os fluxos migratórios como instrumento de pressão política sobre a Europa e considera que estes acontecimentos justificam uma reavaliação da parceria para o Mundial de 2030.

Direitos humanos também motivam críticas

Além das questões de segurança, o Livre refere preocupações relacionadas com os direitos humanos e com a atuação das autoridades marroquinas, defendendo que estes fatores devem ser considerados na organização de grandes competições internacionais.

Debate também chega a Espanha

A polémica ultrapassou as fronteiras portuguesas. Em Espanha, o partido Sumar apresentou igualmente uma iniciativa parlamentar para que o Governo espanhol reavalie a organização conjunta do Mundial com Marrocos.

A proposta pede uma análise independente dos riscos relacionados com os direitos humanos, a segurança e os compromissos assumidos pelos países anfitriões, admitindo mesmo a procura de alternativas caso a FIFA não aceite rever o atual modelo de organização.

Mundial mantém, para já, organização conjunta

Até ao momento, não existe qualquer indicação da FIFA de que a organização do Mundial de 2030 venha a ser alterada. O torneio continua oficialmente atribuído a Portugal, Espanha e Marrocos, com jogos inaugurais previstos também na Argentina, Uruguai e Paraguai para assinalar o centenário da competição.

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