Braga regista mais de 400 acidentes com motociclos no primeiro semestre

Distrito surge em segundo lugar a nível nacional, com 421 acidentes registados pela GNR. Sinistralidade com veículos de duas rodas provocou 52 mortes em todo o país nos primeiros seis meses do ano.

O distrito de Braga foi o segundo do país com mais acidentes envolvendo motociclos no primeiro semestre de 2026, com um total de 421 ocorrências registadas pela Guarda Nacional Republicana (GNR).

Os dados colocam Braga apenas atrás do distrito do Porto, que contabilizou 632 acidentes. Seguem-se Lisboa, com 397 ocorrências, Faro, com 388, Aveiro, com 365, e Setúbal, com 340.

No conjunto da área de intervenção da GNR, foram registados 3.673 acidentes com veículos de duas rodas entre janeiro e junho, dos quais 2.871 envolveram vítimas.

Mais de três mil vítimas em acidentes com motociclos

A sinistralidade com veículos de duas rodas provocou 3.044 vítimas no primeiro semestre do ano.

Entre estas, registaram-se 52 vítimas mortais, 342 feridos graves e 2.650 feridos ligeiros.

Apesar de Braga apresentar um dos números mais elevados de acidentes, a distribuição das vítimas mortais é liderada por outros distritos. Santarém registou oito mortes, seguido de Faro, com sete, Aveiro e Setúbal, ambos com seis, e Porto, com cinco.

A GNR alerta, contudo, para a gravidade da sinistralidade envolvendo motociclos e para a necessidade de reforçar os comportamentos de prevenção e segurança.

Quase oito em cada dez acidentes acontecem dentro das localidades

Os dados contrariam a ideia de que os maiores riscos para os motociclistas estão associados sobretudo às vias rápidas.

Dos 2.871 acidentes com vítimas, 2.263 ocorreram dentro das localidades, enquanto 608 aconteceram fora delas.

Ou seja, 78,8% dos acidentes com vítimas registaram-se em zonas urbanas e localidades.

Segundo a GNR, o tráfego intenso, a existência de numerosos cruzamentos e a frequência de manobras reduzem o tempo disponível para reagir perante situações inesperadas e aumentam o risco de colisão.

Também entre as vítimas mortais a maioria dos casos ocorreu dentro das localidades: das 52 mortes registadas, 31 aconteceram nestas zonas, contra 21 fora delas.

Motas acima de 125 cc concentram maior número de acidentes

Os motociclos de média e grande cilindrada assumem particular destaque nos dados da GNR.

Os veículos com cilindrada superior a 125 centímetros cúbicos representam 42,3% do total de acidentes e 42,5% das ocorrências que envolveram vítimas.

A Guarda relaciona estes valores com as características destes veículos, nomeadamente a maior potência, velocidade e capacidade de aceleração.

Estas características podem reduzir significativamente o tempo disponível para reagir perante obstáculos ou situações imprevistas, aumentando a gravidade das consequências em caso de acidente.

Jovens continuam entre os mais afetados

A faixa etária até aos 29 anos continua a concentrar o maior número de vítimas em acidentes envolvendo motociclos.

Perante estes números, a GNR reforça o apelo à adoção de uma condução defensiva e à utilização de equipamentos adequados de proteção.

A Guarda sublinha ainda que o aumento da circulação de motociclos durante os meses de verão torna particularmente importante a atenção de todos os utilizadores da estrada.

Mais acidentes nas estradas portuguesas em 2026

Os dados mais recentes do Observatório de Segurança Rodoviária, gerido pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), apontam também para um aumento global da sinistralidade rodoviária.

Entre 1 de janeiro e 11 de agosto de 2026, foram registados 93.012 acidentes nas estradas portuguesas, mais 6.120 do que no mesmo período do ano anterior.

Destes acidentes resultaram 302 mortos, mais 24 do que em período homólogo, e 1.756 feridos graves, mais 45.

O número de feridos ligeiros fixou-se nos 26.848, menos 525 face ao período homólogo.

Os números reforçam a necessidade de uma condução mais preventiva e de uma maior atenção entre todos os utilizadores da estrada, sobretudo durante o período de verão, quando aumenta a presença de motociclos nas vias portuguesas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here