Braga entre os distritos com mais detenções por incêndios florestais em 2026

GNR deteve 27 pessoas no distrito até 15 de agosto, colocando Braga no terceiro lugar nacional; Polícia Judiciária já deteve 46 suspeitos em todo o país

O distrito de Braga registou 27 detenções relacionadas com incêndios florestais desde o início do ano até 15 de agosto, segundo dados da Guarda Nacional Republicana (GNR). O número coloca Braga no terceiro lugar entre os distritos portugueses com mais detenções por este tipo de crime em 2026.

Os dados revelam uma subida significativa das detenções a nível nacional, num ano marcado por uma maior intervenção das autoridades na investigação e repressão dos incêndios florestais.

Leiria lidera, Vila Real surge em segundo

Braga é ultrapassado apenas pelos distritos de Leiria e Vila Real. Leiria contabilizou 35 detenções até 15 de agosto, enquanto Vila Real registou 29.

Logo depois de Braga surge o distrito da Guarda, com 25 detenções no mesmo período.

A posição de Braga entre os territórios com maior número de detenções evidencia a dimensão da atuação das forças de segurança no âmbito da investigação de incêndios florestais, particularmente durante um período de maior risco de incêndio.

165 detenções em todo o país

A nível nacional, a GNR deteve 165 pessoas por suspeitas relacionadas com incêndios florestais entre o início do ano e 15 de agosto.

O número representa um aumento expressivo face aos anos anteriores. Em 2024, a GNR tinha efetuado 24 detenções relacionadas com este tipo de crime, enquanto em 2025 foram registadas 42.

A evolução dos números traduz um reforço da ação das autoridades e uma maior pressão sobre os responsáveis por incêndios de origem criminosa ou suspeita.

Leiria com aumento particularmente acentuado

Entre os distritos com maior número de detenções, Leiria apresenta uma das subidas mais significativas.

Até 15 de agosto deste ano, foram detidas 35 pessoas naquele distrito. O valor contrasta com as cinco detenções registadas em todo o ano de 2025 e com as cinco contabilizadas em 2024.

A evolução ocorre num contexto de elevada preocupação com a ocorrência de incêndios florestais e com a necessidade de identificar rapidamente as respetivas causas e eventuais responsáveis.

PJ reforça investigação aos incêndios

Também a Polícia Judiciária (PJ) tem intensificado a investigação aos crimes de incêndio florestal.

Desde o início de 2026, a PJ deteve 46 pessoas por suspeitas relacionadas com incêndios. Cerca de metade dos detidos ficou em prisão preventiva, sendo que a maioria das detenções ocorreu na região Norte.

A intervenção da PJ complementa o trabalho desenvolvido pela GNR, nomeadamente através da investigação criminal destinada a apurar a origem dos fogos e as circunstâncias em que ocorreram.

Quase mil inquéritos em investigação

Os dados da Polícia Judiciária mostram ainda a dimensão da investigação em curso. Desde o início do ano foram instaurados 963 inquéritos relacionados com incêndios florestais, mais 46 do que no período homólogo do ano passado.

Os números disponíveis até 15 de agosto colocam, assim, o distrito de Braga entre os territórios nacionais com maior número de detenções por incêndios florestais em 2026, num ano em que as autoridades têm reforçado a vigilância, prevenção e investigação deste tipo de criminalidade.

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