Enxurrada que atingiu a região dos Himalaias, junto à fronteira com a China, continua a provocar vítimas. Entre os desaparecidos estão três portugueses
O número de vítimas mortais provocadas pela enxurrada que atingiu o Nepal e a região do Tibete subiu para 797, de acordo com os mais recentes balanços divulgados este domingo pelas autoridades dos dois territórios.
Além das vítimas mortais, há ainda 3.048 pessoas dadas como desaparecidas, numa altura em que as equipas de emergência prosseguem as operações de busca e salvamento pelo quinto dia consecutivo.
Nepal regista 781 mortos
No Nepal, a autoridade nacional responsável pela gestão de emergências contabiliza agora 781 mortos e 2.502 desaparecidos.
As autoridades nepalesas registaram ainda pelo menos 239 feridos, enquanto as equipas de socorro conseguiram retirar com vida 8.730 pessoas das zonas afetadas.
Mais de 19.800 operacionais, entre militares e elementos das forças policiais, estão envolvidos nas operações de emergência.
Mais 16 mortos no Tibete
Do outro lado da fronteira, na região autónoma chinesa do Tibete, foram confirmadas 16 mortes e 546 desaparecidos, segundo a imprensa estatal chinesa.
A China incluiu cerca de 260 cidadãos estrangeiros na lista de desaparecidos no território, embora as autoridades não tenham divulgado as respetivas nacionalidades.
Pequim indicou, contudo, que está a contactar as embaixadas dos países envolvidos para tentar obter mais informações sobre os desaparecidos.
Três portugueses continuam desaparecidos
Entre as pessoas cujo paradeiro permanece desconhecido estão três cidadãos portugueses.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros tinha inicialmente referenciado seis portugueses desaparecidos no Nepal. Entretanto, três foram encontrados com vida, permanecendo os restantes três sem serem localizados.
As autoridades portuguesas continuam a acompanhar a situação.
Cerca de mil trabalhadores podem estar presos
As operações de resgate enfrentam enormes dificuldades, sobretudo nas centrais hidroelétricas existentes na região.
As autoridades acreditam que perto de mil trabalhadores possam estar presos em instalações afetadas pelas inundações, incluindo trabalhadores que poderão encontrar-se no interior de túneis inundados.
O Governo nepalês solicitou ajuda internacional especializada para tentar localizar e retirar essas pessoas.
Foram também pedidos meios para reforçar a capacidade forense e a conservação e identificação dos corpos recuperados.
Corpos estão a ser identificados através de ADN
A dimensão da catástrofe está a colocar uma enorme pressão sobre as estruturas locais.
A saturação das morgues e a rápida deterioração dos corpos recuperados nos rios levaram as autoridades a iniciar a recolha de amostras de ADN.
Os restos mortais que não conseguem ser identificados ou que se encontram irreconhecíveis poderão ser enterrados em zonas florestais comunitárias, depois de recolhidas as respetivas amostras genéticas.
Balanços continuam a ser atualizados
Desde a ocorrência da enxurrada, os números de vítimas têm sido atualizados várias vezes ao dia, devido à dimensão da tragédia, às dificuldades de acesso às zonas atingidas e aos problemas de comunicação.
O anterior balanço conjunto das autoridades nepalesas e chinesas apontava para 768 mortos e mais de três mil desaparecidos.
A dimensão da catástrofe deverá continuar a ser conhecida nas próximas horas e dias, à medida que as equipas de emergência conseguem chegar às zonas mais isoladas e prosseguem as buscas por sobreviventes e desaparecidos.


































