PSD acusa Chega de pôr em risco a Segurança Social para impor descida da idade da reforma

Hugo Soares

Hugo Soares critica exigências de André Ventura e garante que o Governo não aceitará medidas que comprometam a sustentabilidade das pensões.

O líder parlamentar do Partido Social Democrata, Hugo Soares, acusou esta sexta-feira o Chega de ter condicionado o apoio à reforma laboral à redução da idade da reforma, uma exigência que, segundo os sociais-democratas, colocaria em causa a sustentabilidade da Segurança Social.

A declaração surge após o chumbo da proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo na Assembleia da República, depois de terem falhado as negociações entre PSD e Chega.

“Não se brinca com as pensões dos portugueses”

Em reação às críticas do líder do Chega, André Ventura, Hugo Soares afirmou que o partido de Ventura exigiu uma descida da idade da reforma para os 65 anos ou 64 anos e alguns meses, uma alteração que considera financeiramente insustentável.

“Não se brinca com as pensões dos portugueses”, afirmou o dirigente social-democrata, defendendo que qualquer alteração à idade da reforma deve ser analisada com responsabilidade e tendo em conta a viabilidade futura do sistema de pensões.

PSD diz que reforma laboral beneficiava trabalhadores

Hugo Soares sustentou que a proposta rejeitada continha medidas favoráveis aos trabalhadores e às empresas, acusando o Chega de ter inviabilizado um diploma que poderia melhorar as condições laborais em várias áreas.

Segundo o líder parlamentar do PSD, o Governo mostrou abertura para aperfeiçoar a proposta durante a discussão na especialidade, mas recusou aceitar alterações que pudessem comprometer as contas públicas ou a sustentabilidade da Segurança Social.

Troca de acusações após negociações falhadas

As declarações surgem poucas horas depois de André Ventura ter acusado o Governo de não querer proteger os trabalhadores e de recusar corrigir aquilo que considera ser uma “imoralidade” relacionada com a idade da reforma.

O líder do Chega afirmou que o partido não apoiaria a reforma laboral sem um compromisso claro do Executivo relativamente à redução da idade legal de acesso à pensão.

Reforma laboral acabou rejeitada

A proposta do Governo foi chumbada com os votos contra do Chega e dos partidos da esquerda parlamentar.

O diploma recebeu apenas os votos favoráveis do PSD, do CDS – Partido Popular e da Iniciativa Liberal.

O resultado representa um revés político para o Governo liderado por Luís Montenegro e evidencia as dificuldades em construir maiorias parlamentares para aprovar reformas estruturais.

PSD promete continuar a governar

Apesar da derrota parlamentar, Hugo Soares garantiu que o Governo continuará a executar o seu programa e a apresentar medidas que considera importantes para o país.

O dirigente social-democrata afirmou ainda que o PSD manterá o seu rumo reformista, defendendo que a estabilidade financeira da Segurança Social continuará a ser uma das prioridades do Executivo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here