Investigação médica: UMinho investe 2 milhões de euros em ressonância magnética de alta precisão

ressonância magnética

O novo equipamento de 7 Tesla será instalado no ICVS, na Escola de Medicina. A tecnologia de ponta vai permitir avanços em oncologia, neuroimagem e estudos cardiovasculares.

A Universidade do Minho (UMinho) vai avançar com um forte investimento de dois milhões de euros para adquirir um sistema de ressonância magnética pré-clínica de última geração. O equipamento de alta precisão será instalado no Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS), o braço científico da Escola de Medicina da UMinho, servindo para potenciar a capacidade de investigação científica e a formação avançada de estudantes e investigadores.

A aquisição do sistema foi oficialmente adjudicada à empresa Dias de Sousa através de um concurso público internacional. De acordo com o contrato, o fornecedor tem um prazo de 90 dias para concluir a instalação e calibração do equipamento nos laboratórios da universidade.

Tecnologia de 7 Tesla duplica a precisão convencional

O grande diferencial deste novo equipamento reside nas suas especificações técnicas avançadas, que o colocam na vanguarda da tecnologia biomédica em Portugal:

  • Íman de 7 Tesla (7T): Esta potência gera um campo magnético extremamente forte, proporcionando uma resolução espacial e um nível de detalhe estrutural muito superiores aos dos equipamentos clínicos e convencionais (geralmente de 1.5T ou 3T).
  • Tecnologia de Criossonda: O sistema conta com bobinas eletrónicas arrefecidas a temperaturas criogénicas, o que reduz o ruído de fundo e permite captar imagens de tecidos vivos com uma nitidez microscópica sem precedentes.

Por se tratar de um equipamento de matriz pré-clínica, o sistema será direcionado em exclusivo para a realização de estudos avançados em modelos animais. Esta tecnologia permitirá aos cientistas observar e acompanhar, de forma não invasiva e em tempo real, a evolução de patologias e a eficácia de fármacos nos tecidos biológicos.

Os grandes alvos da investigação em Braga

Os investigadores do ICVS vão passar a contar com esta ferramenta de ponta para alavancar projetos científicos em áreas de saúde prioritárias à escala global:

  • Neuroimagem e Doenças Neurológicas: Mapeamento do cérebro para estudar o avanço e testar tratamentos contra demências (como o Alzheimer), Parkinson ou esclerose múltipla.
  • Investigação Cardiovascular: Análise detalhada do tecido cardíaco e da regeneração vascular após episódios de enfarte.
  • Oncologia: Monitorização do desenvolvimento de tumores e avaliação da eficácia de novas moléculas e tratamentos de quimioterapia ou imunoterapia.
  • Desenvolvimento de Novas Terapias: Ensaio de sistemas de libertação controlada de medicamentos e biomateriais inovadores.

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