Episódio terá ocorrido em 2025 e foi revelado durante uma investigação a uma alegada rede de espionagem ligada à Embaixada da Rússia em Lisboa. PJ abriu processo disciplinar e Ministério Público instaurou investigação autónoma.
Um inspetor da Polícia Judiciária (PJ) está a ser investigado após alegadamente ter morto o próprio cão com vários disparos efetuados com a arma de serviço, num episódio que terá ocorrido em agosto de 2025 e que veio agora a público.
O caso foi conhecido no âmbito de uma investigação a uma alegada rede de espionagem que, segundo as autoridades, estaria a trabalhar para a Embaixada da Rússia em Lisboa.
Conversa intercetada durante escutas telefónicas
De acordo com a informação divulgada, o inspetor Francisco Santos Jorge encontrava-se sob escuta telefónica por suspeitas relacionadas com essa investigação, devido à sua alegada amizade com um cidadão do Azerbaijão identificado como Emin Guiliyev.
Numa conversa telefónica com um familiar, o inspetor terá relatado o episódio envolvendo um dos seus três cães, de nome Sasha.
Animal terá sido abatido após reagir ao dono
Segundo o relato atribuído ao próprio inspetor, o cão terá resistido quando este tentou prendê-lo, rosnando e tentando mordê-lo.
Ainda de acordo com essa conversa, o inspetor afirmou que utilizou a sua arma de serviço para disparar contra o animal várias vezes.
A notícia refere que o cão foi atingido por diversos disparos e que, já depois de o animal se encontrar na casa de banho da habitação, foram efetuados novos tiros.
PJ e Ministério Público abriram investigações
Perante os factos conhecidos, a Direção Nacional da Polícia Judiciária confirmou a abertura de um processo disciplinar para apurar a atuação do inspetor.
Paralelamente, o Ministério Público extraiu uma certidão do processo principal para investigar autonomamente os factos relacionados com este episódio.
Até ao momento, não são conhecidas conclusões das investigações nem foi divulgada qualquer decisão judicial sobre o caso.



































