Fenómeno associado a uma “cúpula de calor” está a provocar temperaturas extremas em vários países europeus e poderá voltar a colocar Portugal em situação de onda de calor
A Europa está a enfrentar um novo episódio de calor extremo, com vários países a emitirem alertas meteorológicos devido às temperaturas excecionalmente elevadas. França, Espanha, Itália e Reino Unido registam valores muito acima do habitual para esta época do ano, com algumas regiões a ultrapassarem os 40 graus Celsius.
Em Portugal, os especialistas admitem a possibilidade de o país vir a registar uma segunda onda de calor em menos de um mês, caso as temperaturas elevadas previstas para os próximos dias se mantenham durante um período prolongado.
Cúpula de calor mantém temperaturas elevadas
A situação meteorológica está associada à formação de uma chamada “cúpula de calor”, um bloqueio atmosférico que impede a circulação normal das massas de ar e favorece a acumulação de ar quente sobre vastas áreas do continente europeu.
Este fenómeno contribui para que as temperaturas permaneçam muito elevadas durante vários dias consecutivos, aumentando o desconforto térmico e os riscos para a saúde pública.
Portugal poderá voltar a ultrapassar os 40 graus
As previsões apontam para uma subida significativa das temperaturas em grande parte do território continental, com os termómetros a poderem superar os 35 graus em várias regiões e os 40 graus em algumas zonas do interior do país.
As áreas mais suscetíveis a temperaturas extremas deverão situar-se no Alentejo, Vale do Tejo e interior Centro, onde tradicionalmente se registam os valores mais elevados durante os períodos de calor intenso.
Após uma primavera marcada por temperaturas excecionais
A possibilidade de uma nova onda de calor surge poucas semanas depois de Portugal ter registado um episódio de temperaturas anormalmente elevadas para a época, com vários recordes a serem ultrapassados em diferentes regiões.
A persistência da seca em algumas zonas e a reduzida humidade dos solos poderão contribuir para agravar os efeitos do calor nos próximos dias.
Autoridades alertam para cuidados redobrados
Face às previsões, as autoridades recomendam especial atenção aos grupos mais vulneráveis, nomeadamente idosos, crianças e pessoas com doenças crónicas.
Entre as principais recomendações estão a ingestão frequente de água, a permanência em locais frescos durante as horas de maior calor, a utilização de proteção solar e a redução de esforços físicos nos períodos mais quentes do dia.
Risco de incêndio poderá aumentar
Além dos impactos na saúde, as temperaturas elevadas e o tempo seco poderão aumentar significativamente o risco de incêndio rural em diversas regiões do país.
As autoridades acompanham a evolução das condições meteorológicas e poderão emitir novos avisos caso se confirme a persistência do calor extremo durante os próximos dias.
A confirmar-se este cenário, Portugal poderá enfrentar a segunda onda de calor de 2026 ainda antes do final do mês de junho, numa situação pouco habitual pela sua precocidade e intensidade.



































