O presidente da Câmara, Ricardo Araújo, sublinhou que, mesmo sem mar à porta, o concelho partilha com a Marinha Portuguesa os valores históricos de coragem e lealdade.
Guimarães transformou-se, este sábado, no porto de abrigo dos marinheiros portugueses ao acolher o segundo dia das comemorações do Dia Nacional do Marinheiro. As iniciativas inseriram-se no programa do 46.º Encontro Nacional de Marinheiros e serviram simultaneamente para assinalar o terceiro aniversário da Delegação de Fuzileiros do Minho, trazendo até ao coração do Minho altas patentes militares e centenas de antigos combatentes.
O ponto alto do dia ficou marcado por um almoço-convívio no Pavilhão Multiusos de Guimarães, que contou com a presença de destaque do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, Jorge Manuel Novo de Sousa. Durante o evento, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, assumiu o “profundo orgulho e honra” da cidade-berço em acolher a efeméride, classificando a vinda do líder máximo da Armada como uma distinção institucional de enorme relevo.
O “mar” no coração dos vimaranenses
No seu discurso, Ricardo Araújo abordou com humor e simbolismo a aparente contradição geográfica de realizar uma festa da Armada num concelho de cariz interior:
“Guimarães não tem mar à porta, é verdade, mas tem-no perto e tem-no sobretudo no coração de muitos que também serviram a Marinha Portuguesa.”
O autarca estabeleceu pontes emocionais e ideológicas entre a identidade histórica do município e o espírito de corpo que define a vida militar no mar. Para o edil vimaranense, o sentido de dever, a lealdade, a dignidade, o caráter e a coragem são pilares fundacionais partilhados tanto pela história de Guimarães — berço da nacionalidade — como por tudo aquilo que sustenta a missão secular da Marinha na defesa das águas e da soberania portuguesa.
Uma organização com “entusiasmo e persistência”
A autarquia desenhou este programa com a ambição assumida de assinar “as melhores celebrações de sempre do Dia Nacional do Marinheiro”, um objetivo que Ricardo Araújo considera ter sido plenamente alcançado graças a um trabalho articulado e em rede.
O presidente da Câmara Municipal fechou a sua intervenção deixando um agradecimento público e institucional a várias figuras e entidades chave no processo, nomeadamente:
- Fernando Almeida, em representação da Delegação de Fuzileiros do Minho, pela persistência e entrega na vinda do evento para a região;
- À Irmandade da Penha, pelo acolhimento e suporte logístico em momentos do programa;
- À própria Marinha Portuguesa, pelo empenho e pela partilha da efeméride com a comunidade civil vimaranense.
Com esta receção calorosa, o executivo municipal manifestou o desejo de que todos os antigos e atuais militares que passaram por Guimarães guardem na memória a imagem de uma região hospitaleira e permanentemente de portas abertas.































