Ministra destaca em Braga aumento de 34% nas contribuições dos imigrantes para a Segurança Social

Maria do Rosário Palma Ramalho

Rosário Palma Ramalho afirma que Portugal mantém um saldo migratório positivo e defende que o país está a conseguir reter trabalhadores imigrantes com maior valor acrescentado.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, afirmou esta sexta-feira, em Braga, que Portugal continua a registar um saldo migratório positivo e está a conseguir fixar imigrantes que contribuem de forma crescente para a economia e para a Segurança Social.

As declarações foram feitas à margem de uma visita a uma unidade de fabrico e montagem de componentes modulares para a construção civil, localizada em Padim da Graça.

Portugal ganhou 45 mil imigrantes num ano

Segundo a governante, entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, Portugal registou um aumento líquido de cerca de 45 mil imigrantes, defendendo que este indicador deve ser analisado numa perspetiva anual e não com base em dados isolados.

Rosário Palma Ramalho sublinhou que o saldo migratório continua a ser positivo, contrariando interpretações que apontam para uma saída significativa de trabalhadores estrangeiros do país.

Contribuições cresceram 34%

A ministra destacou ainda a evolução das contribuições dos imigrantes para a Segurança Social, que, segundo indicou, aumentaram 34% entre abril de 2024 e abril de 2026.

Na sua perspetiva, este crescimento demonstra que Portugal não só continua a atrair trabalhadores estrangeiros, como está a conseguir reter profissionais com maior qualificação e remunerações mais elevadas.

“O que significa que nós estamos a conseguir reter imigrantes e a reter imigrantes que trazem mais valor acrescentado ao país do que anteriormente, uma vez que, se têm mais valor de contribuições, é porque ganham mais”, afirmou.

Reação a notícia sobre saída de imigrantes

A governante reagia a uma notícia divulgada pelo Expresso, segundo a qual o Instituto da Segurança Social registou, em 2025, a cessação da atividade de 162.252 trabalhadores imigrantes por conta de outrem, que deixaram de apresentar registos ativos.

Segundo a publicação, essa situação poderá significar que estes cidadãos abandonaram o país ou permanecem em Portugal sem situação laboral regularizada.

“Números descontextualizados”

Rosário Palma Ramalho admitiu que os dados possam ser corretos, mas considerou que a sua divulgação, sem enquadramento, conduz a interpretações erradas.

A ministra afirmou que não aprecia “números pouco contextualizados”, defendendo que a análise dos movimentos migratórios deve considerar períodos mais alargados.

“Temos de olhar para isto com uma periodicidade maior. Em dezembro de 2025 tínhamos mais 45 mil imigrantes em Portugal do que em dezembro de 2024”, reforçou.

Governo aponta para imigração mais qualificada

Para a responsável pela pasta do Trabalho, a evolução das contribuições para a Segurança Social constitui um indicador de que Portugal está a captar e a fixar trabalhadores com maior capacidade contributiva.

Rosário Palma Ramalho considerou que este é o caminho que o Governo pretende seguir, defendendo um modelo de imigração que responda às necessidades da economia portuguesa e contribua para a sustentabilidade da Segurança Social.

“Fico muito satisfeita pelo facto de o valor médio da contribuição de um imigrante ser hoje 34% superior. Isto é um salto muito significativo”, concluiu a ministra.

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