Embarcação de borracha deu à costa na Praia da Foz, em Sesimbra. GNR e Polícia Marítima realizam buscas por terra e pelo mar, mas ainda não está confirmado que se trate de migrantes
Um alerta dado por um pescador durante a madrugada deste domingo mobilizou as autoridades na zona da Praia da Foz, junto ao Meco, no concelho de Sesimbra, depois de o homem ter relatado ter visto entre 20 e 30 pessoas a desembarcar naquela zona costeira.
Na sequência da denúncia, foram desencadeadas operações de busca por terra e por mar para localizar as pessoas que terão chegado à costa e esclarecer as circunstâncias da ocorrência.
No areal foi entretanto encontrada uma embarcação de borracha, que ficou à guarda da Polícia Marítima. A GNR mantém igualmente no terreno meios territoriais, de investigação criminal e de intervenção.
GNR confirma alerta, mas não confirma presença de migrantes
A Guarda Nacional Republicana confirmou ter recebido, durante a madrugada, uma denúncia relativa a um “possível desembarque de migrantes” na zona da Aldeia do Meco.
Contudo, a força de segurança sublinha que, até ao momento, não foi possível confirmar a presença das pessoas referidas pelo pescador.
O único elemento que as autoridades conseguem confirmar nesta fase é que uma embarcação de borracha deu à costa na zona indicada. O barco encontra-se agora sob custódia da Polícia Marítima.
A GNR mantém o dispositivo operacional ativo e está a desenvolver diligências para tentar determinar o que aconteceu e localizar eventuais ocupantes da embarcação.
Buscas decorrem em terra e no mar
A operação envolve a GNR e a Polícia Marítima, com buscas direcionadas para a localização das pessoas que terão abandonado a zona costeira após o alegado desembarque.
O capitão do Porto de Setúbal e comandante da Polícia Marítima de Setúbal, Paulo Agostinho, confirmou que as autoridades receberam um relato segundo o qual cerca de 30 pessoas teriam chegado à Praia da Foz.
Segundo o responsável, estão a ser realizadas diligências em cooperação com a GNR e foram criados perímetros para tentar localizar eventuais ocupantes da embarcação.
Nesta fase, as autoridades admitem várias possibilidades e procuram determinar, antes de mais, quem eram as pessoas e qual a natureza da ocorrência.
Hipótese de narcotráfico também está a ser investigada
Apesar de o alerta inicial apontar para um possível desembarque de migrantes, as autoridades não excluem outras hipóteses.
Paulo Agostinho explicou que todas as possibilidades permanecem em aberto, incluindo a eventualidade de se tratar de uma operação relacionada com narcotráfico.
“Falta-nos perceber que tipo de situação é”, afirmou o responsável, admitindo que a investigação terá de determinar se estava em causa tráfico de droga ou outro tipo de ocorrência.
A hipótese ganha particular relevância tendo em conta que a costa da região tem sido alvo de operações de vigilância e combate ao tráfico de estupefacientes. A própria GNR anunciou, esta semana, uma operação no concelho de Setúbal que resultou na apreensão de cerca de 400 quilos de cocaína e na detenção de um homem.
Autarquia pede serenidade à população
A situação está também a ser acompanhada pela Câmara Municipal de Sesimbra.
A vereadora da Proteção Civil, Lénia dos Anjos, apelou à tranquilidade da população perante a circulação de informações sobre o alegado desembarque.
A autarca salientou que, nesta fase, não existe confirmação oficial da presença das pessoas referidas na denúncia e garantiu que o município está a acompanhar a situação em articulação com o Serviço Municipal de Proteção Civil e as autoridades.
A mensagem deixada à população é de serenidade, enquanto decorrem as diligências no terreno e não existem conclusões sobre a identidade das pessoas alegadamente avistadas.
Embarcação encontrada pode ajudar a esclarecer o caso
O bote localizado na Praia da Foz constitui, para já, uma das principais pistas na investigação.
A embarcação foi retirada da zona e encontra-se à guarda da Polícia Marítima, enquanto as autoridades procuram determinar a sua origem e perceber em que circunstâncias chegou à costa.
O relato do pescador aponta para a presença de um grupo numeroso, mas o número de pessoas, a sua identidade e o destino que terão tomado permanecem por confirmar.
As buscas continuam por terra e pelo mar, enquanto GNR e Polícia Marítima tentam esclarecer uma ocorrência que, nesta fase, permanece envolta em várias interrogações.



































